Os Videos do King_leer, Outono 2016

domingo, 4 de dezembro de 2011

SILÊNCIO QUE SE VAI FALAR DE "BAIXO"...!







Esta é uma curta entrevista que fiz à cerca de duas semana atrás com o Andy Rourke, ex-baixista dos Smiths. Um dos privilégios do Facebook como ferramenta de conhecimento e comunicação. Já fiz muitas entrevistas no passado mas, quando temos o privilégio de entrevistar alguém que – como ele diz – fez parte de um gangue que foi igualmente parte da tua vida, da tua adolescência, significa muito para ti. Assim, partilho agora este momento com todos vós, estando certo que do “outro lado do monitor” estará alguém a reviver igualmente alguns dos seus melhores momentos e gostará na certa de ler estas linhas sobre o Andy, o ex- Smiths, o baixista, o DJ e, acima de tudo o músico.

KING_LEER (KL):

Como introdução – como sempre faço – gostava de saber o que tens feito nos últimos anos. Uma das tuas maiores ocupações no momento é ser DJ. Tu e os teus anteriores companheiros nos Smiths espalharam em tempos a palavra “Hang the DJ”/enforca o DJ. Afinal como é ? J 

ANDY ROURKE (AR):

Em primeiro lugar, não sou um DJ. Sou e sempre serei um músico. Dj’ing é algo que faço por gozo e que começou acidentalmente numa festa em casa de um DJ (músico) amigo  (Clint Boon, Inspiral Carpets). Ele perguntou-me se queria ir para a mesa e passar alguns sons. Eu disse, OK e acabei por gostar

bastante! Assim, a partir daí continuei…

(KL):

És um dos mais conhecidos baixistas de sempre. Como tutorial para os leitores deste blog explica-nos basicamente o que é a secção rítmica de uma banda. A maioria das pessoas pensa que pertencer a uma secção rítmica de uma banda significa menos controlo criativo e maior facilidade na tua substituição. É verdade ou é apenas outro “mito urbano”? Já agora, acrescento a minha opinião pessoal: Existem bandas nas quais identificas perfeitamente o baterista ou o baixista. Por exemplo, nos Kings Of Leon, consigo com alguma facilidade saber se o Jared tocou ou não numa faixa. Partilha a tua opinião connosco.
  
(AR):
  
Hmm, eu diria que a secção rítmica é a espinha dorsal de qualquer banda, ela dita o tempo, o pulsar. Se a alteras estás a alterar toda a dinâmica da banda. Claro que são substituíveis, todos somos!! Em relação às bandas novas…bem, terias que perguntar ao Jared. Mas, falando pela minha experiência pessoal, sempre escrevi todas as minhas linhas de baixo e nunca estaria envolvido com uma banda onde isso não fosse possível. Eu e o Johnny conhecemo-nos quando tínhamos 11 anos e começamos a tocar música pouco tempo depois, logo, tínhamos um perfeito conhecimento mútuo das nossas capacidades musicais além de sermos amigos. Tudo funcionou com grande naturalidade entre nós.


(KL):

Que bandas acompanhas/segues hoje em dia?

(AR):

Sou terrível a mencionar bandas. Existem tantas por isso não vou por aí senão tenho que enumerar para aí umas 50. Estou ainda bastante ocupado a trabalhar e a conhecer a música que aconteceu ainda antes de eu nascer!

(KL):

Kevin Cummins deu igualmente o seu contributo para este blog à uns tempos. Tenho na minha frente uma publicação da extinta Babylon datada de 1985 e chamada “The Smiths in Quotes” e ilustrada com fotos do Kevin. Não sei se te recordas mas, o livro acaba com citações tuas sobre cinco temas. Escolhi este e, gostaria de saber se a resposta ainda seria a mesma:



Andy Rourke sobre os……THE SMITHS : “Somos a melhor banda do Mundo, não existe alguém melhor”. – Acredito que a tua opinião ainda seja a mesma. Alguém chegou aos vossos calcanhares?

(AR):

Wow! Com esta estás a virar os holofotes todos para mim!
Sabes uma coisa? Acho que vou manter o meu testemunho inicial, “fuck it”!

(KL):

Vou terminar com uma dupla questão. Em primeiro lugar, qual foi o teu momento maior com os The Smiths? A música que mais tem de ti como músico e compositor? A outra questão é mais pessoal…partilha connosco algo que poucos saibam sobre ti e os The Smiths, algo que tenha passado ao lado da opinião pública.

(AR):

Outra pergunta complicada. Orgulho-me de todo o meu trabalho nos Smiths. Músicas mais importantes? ……"The Queen Is Dead" , depois "Barbarism Begins At Home", "Bigmouth Strikes Again", "Sweet and tender hooligan" e a lista continua por aí fora. Tem para mim mais importância o todo, ou seja, o quatro jovens fizeram juntos nesse período (Os Smiths acabaram quando eu tinha 23 anos). Tínhamos muitas coisas para tratar, e pessoas a tentar arruinar-nos mas nós conseguimos mostrar solidariedade, nós éramos um gangue!


A última questão? Bem!!! Penso que todos os meus esqueletos estão/saíram fora do
armário. Eu vivi a minha vida privada em público durante esses breves mas maravihosos anos :o) )

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ausência

Caros amigos,


Infelizmente tenho estado "ausente" destas publicações via blog por bons motivos que se prendem com maior quantidade de trabalho no terreno. Fica prometido o regresso para muito em breve.

Bons sons!

Bjs e Abraços
KL

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A crise e a música, algumas histórias de...NUNO GAMA



Para terminar este trabalho sobre a relação da música com a crise, quem melhor que o Nuno Gama, uma figura que tem exibido e divulgado parte do melhor desta nossa “Portugalidade”. Espero que tenham sido do vosso agrado estes breves momentos. Deixo-vos então com as respostas e escolhas (excelentes Noah & The Whale) do Nuno que podem ver e ouvir nos “players” deste blog.

O meu obrigado ao Nuno Gama e já agora desejo-te um feliz aniversário que cumpres no dia em que publico este “post”.

King_leer (KL):


Que tema musical acha mais adequado para retratar a atual situação que se vive em Portugal ?

Nuno Gama (NG):

A Marcha fúnebre.

(KL):

Qual o tema que em situações mais delicadas o ajuda, ou sempre o ajudou a ultrapassar as mesmas? Alguma história que queira partilhar connosco relativamente a esse tema?

(NG):

Actualmente tem sido PAG - The lady is dead

(KL):

O disco que neste momento está a gostar de ouvir.

(NG):

Noah And The Whale.


FIM

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A crise e a música, algumas histórias de...MARIO DORMINSKY



Figura ímpar da divulgação da sétima arte, nomeadamente do género fantástico, quem melhor podia acrescentar algum humor em terreno sério? Uma “dentada” na crise. O Mário respondeu assim a este desafio : “Olá...respondo-lhe em tom de graça mas com a consciência de que não ficarei mal visto...(claro que as opções sérias seriam outras!!!) “:

King_leer (KL):

Que tema musical acha mais adequado para retratar a atual situação que se vive em Portugal ?

Mario Dorminsky (MD):

Tema de Abertura escrito por Vangelis para o filme "Blade Runner - Perigo Iminente"...já vivemos num futuro sombrio...


(KL):


Qual o tema que em situações mais delicadas o ajuda, ou sempre o ajudou a ultrapassar as mesmas? Alguma história que queira partilhar connosco relativamente a esse tema?


(MD):


Tema de amor escrito por Vangelis para a banda sonora do filme "Blade Runner - Perigo Iminente"...Basta ouvir a música para se perceber o porquê...


(KL):

O disco que neste momento está a gostar de ouvir.


(MD):


A banda sonora integral do filme "Blade Runner-Perigo Iminente" de Ridley Scott, escrita por Vangelis.


FIM

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A crise e a música, algumas histórias de...FERNANDO de SOUSA





Habitualmente o Fernando "entra" pelas nossas casas com as notícias frescas desta velha Europa e, nomeadamente oriundas de Bruxelas. Sim, aquela que hoje apareceu na madrugada nas ruas de Lisboa como a nova capital de Portugal. Neste momento em que a crise domina as nossas conversas, ninguém melhor que o Fernando para nos "dar música". Deixo aqui o repto ao Fernando para que melhores notícias cheguem às nossas casas. Um abraço e o meu obrigado pela participação.

King_leer (KL):

Que tema musical acha mais adequado para retratar a atual situação que se vive em Portugal ?

Fernando de Sousa (FS):

Não tenho nenhum tema especial para retratar a situação. Talvez a marcha fúnebre...

(KL):

Qual o tema que em situações mais delicadas o ajuda, ou sempre o ajudou a ultrapassar as mesmas? Alguma história que queira partilhar connosco relativamente a esse tema?

(FS):

Em situações delicadas, gosto de Mozart ou Miles Davis. São uma forma de descontracção para ajudar a pensar melhor.

(KL):

O disco que neste momento está a gostar de ouvir.

(FS):

Actualmente, ouço Abrunhosa e Diana Krall.

sábado, 9 de abril de 2011

A crise e a música, algumas histórias de...RUI MOREIRA




Uma breve introdução antes de passar a palavra ao próximo convidado nesta recolha sucinta de informação e partilha da importância que pode uma música ter em cada um de nós. Até agora, Mahler, está em evidência com a sua 5ª sinfonia. Como já sabem, podem acompanhar algumas das escolhas dos meus convidados nos "players" do blog. Passo então a palavra ao Rui Moreira.

King_leer (KL):

Que tema musical acha mais adequado para retratar a atual situação que se vive em Portugal ?

Rui Moreira (RM):

"Requiem" de Mozart.
(KL):

Qual o tema que em situações mais delicadas o ajuda, ou sempre o ajudou a ultrapassar as mesmas? Alguma história que queira partilhar connosco relativamente a esse tema?

(RM):

A 5a sinfonia de Mahler, a música que ouço quando perco pessoas queridas.

(KL):

O disco que neste momento está a gostar de ouvir...

(RM):

"Submarine" - Alex Turner.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A crise e a música, algumas histórias de....CAMILO LOURENÇO




Neste momento de profunda(s) crise(s), resolvi dar a palavra a alguns dos nossos artistas de outras áreas que não a música. São três perguntas apenas, um pequeno desafio, um alerta, um desabafo, enfim......são histórias com música à mistura.

Podem acompanhar algumas das escolhas aqui referidas em qualquer dos "players" do blogue.

Para começar em grande, passo a palavra ao Camilo Lourenço.


King_leer (KL):

Que tema musical acha mais adequado para retratar a atual situação que se vive em Portugal ?


Camilo Lourenço (CL):

5a sinfonia de Mahler (reflecte a tristeza e a depressão do país). Ou então "The End", o tema principal da banda sonora do "Apocalipse Now", dos Doors. É um tema perfeitamente adequado para a classe política portuguesa...

(KL):

Qual o tema que em situações mais delicadas o ajuda, ou sempre o ajudou a ultrapassar as mesmas? Alguma história que queira partilhar connosco relativamente a esse tema?

(CL):

"I still haven't found what I'm looking for", dos U2. Tanto se pode aplicar à constante necessidade que sentimos de aperfeiçoar o que fazemos (por exemplo nas empresas), de sermos melhores, como à falta de uma classe política à altura dos desafios que o país tem.

(KL):

O disco que neste momento está a gostar de ouvir....

(CL):

"The Cherry on my Cake", o disco da menina portuguesa que gravou nos EUA: a Luísa Sobral. Tem uma grande voz. Vamos ver se tem garra para vencer num mundo globalizado, como é o da música.


FIM

terça-feira, 8 de março de 2011

PETER HOOK - UMA BREVE CONVERSA EM VOZ "BAIXO"; VERDADES E MITOS :



No último e excelente Clubbing na Casa da Música tive a oportunidade de conversar brevemente com o Peter Hook. Inicialmente não havia a certeza de conseguir furar a barreira do management mas graças à ajuda interna que tive, lá cheguei. Ficamos na porta do camarim a trocar uma palavras até ao momento que lhe disse que tinha 3/4 perguntas rápidas para lhe fazer sobre a carreira dele. Eu sei que a pergunta foi enganadora mas, quando ele escutou a palavra carreira disse "...Bem, é melhor entrares mate"...

E assim, transcrevo abaixo este breve diálogo que espero enriqueça o vosso conhecimento sobre esta figura mítica de Manchester, sobre os Joy Division, os New Order e até.....dos Durutti Column:

KING_LEER (KL):

Sobre Ian Curtis e o tocar ou não guitarra:

Peter, o Ian tocou guitarra (mesmo que pouco) no "Love Will Tear Us Apart". Foi um momento único?


video

PETER HOOK (PH):

Sim, tocou, como se pode ver no vídeo. Tocou apenas no "Closer", naquele tema e em mais dois ou três, entre eles o "Incubation".

KL:

Os New Order foram talvez o melhor exemplo de um grupo que após perder o seu vocalista principal consegue seguir em frente mantendo um nível de sucesso idêntico ao obtido com os Joy Division. Como escolheram o sucessor do Ian?

PH:

Não te esqueças dos Genesis (n.d.r : Sim, é verdade, mas continuam a ser um caso raro).
Depois da morte do Ian foi essa a nossa vontade e penso que seria igualmente a vontade do Ian. Quanto ao vocalista, o processo de escolha foi simples, todos cantamos e fizemos os nossos testes mas sabes o que realmente aconteceu? O Bernard era o que conseguia melhor tocar e cantar ao mesmo tempo, era o que se "desenrascava" melhor!

KL:

Habitualmente costumo tentar descobrir alguma história que se esconde por trás de um tema. Algo especial que queiras contar sobre o "Blue Monday" dos New Order? Como aparece um tema como aqueles e com aquela duração?


video

PH:

A ideia inicial era tocar essa música no "encore". Sabes, não gostávamos de "encores" e o "Blue Monday" foi criado para esse fim, um instrumental para regressarmos ao palco. Mais tarde, ao fim de alguns retoques acabou por chegar ao som que todos agora conhecem (apesar das muitas remisturas que já existem por aí). Nunca pensamos que se tornasse num tema de tanto sucesso.

KL:

É verdade ou mito que tu e o resto da banda ajudaram a dobrar e preparar a edição do "The Return of the Durutti Column" nas instalações da "Factory Records" a pedido do Tony Wilson?



PH:

Sim, é mesmo verdade. Fomos "convidados" para fazer esse trabalho no disco que mencionas e em mais dois, o "Pieces for an Ideal" dos Durutti Column e o "A Factory Sample", uma compilação da Factory. E, já agora, sabes quanto o Tony Wilson nos pagou? 50 pences por cada 100 capas. Trabalho de escravo (risos !!).

KL:

Para terminar, que bandas novas ouves actualmente? Manchester continua a ser uma verdadeira maternidade para excelentes projectos musicais. Ainda na semana passada estiveram cá os "Hurts".

PH:

Manchester continua a mesma, é uma grande cidade musical. Os "Hurts".....sinceramente não gosto. Das bandas actuais ouço e gosto dos "Everything Everythng" (muito bons), os "Two Door Cinema Club" e os "Stowaways".


FIM


Nota: Copyright fotos - Casa da Música